O Partido Social Democrático (PSD) de Santa Catarina, que historicamente sempre foi reconhecido por resolver suas questões internamente antes de se posicionar publicamente, vive uma semana de visível instabilidade. A coesão que era marca registrada do partido parece ter sido abalada por posições conflitantes de suas principais lideranças.
Sinais de divisão
O cenário de desencontro começou a se desenhar com mais clareza nos últimos dias. De um lado, o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, e o ex-deputado Paulo Bornhausen reforçaram o apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Do outro, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, reafirmou sua pré-candidatura ao governo pelo PSD.
Esse choque de visões expôs uma falta de alinhamento que o partido não costumava demonstrar. Enquanto Paulo Bornhausen se afastou das atividades partidárias para manter sua posição no governo, Topázio defende abertamente a aliança com o PL, uma posição que agora gera consequências, como sua possível saída para o Podemos.
O peso das lideranças
O ruído aumentou quando o ex-governador Jorge Bornhausen, que antes apoiava João Rodrigues, sinalizou um novo cenário, sendo rapidamente contestado pelo próprio pré-candidato. Essa falta de sintonia entre figuras tão importantes do partido mostra que nem mesmo as vozes mais experientes conseguem, no momento, unificar o discurso.
Para um partido que sempre valorizou a imagem de disciplina e previsibilidade, a crise atual representa uma quebra de identidade. A divergência, que antes era resolvida internamente, agora se tornou notícia antes que uma solução fosse encontrada.
Por: Demais FM / Com informações de DMA Notícias
