Política

Aprovação de Lula sobe, mas reprovação ainda é maior entre brasileiros, mostra pesquisa

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

Uma nova pesquisa do instituto Ipsos-Ipec divulgada em março de 2026 mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta leve melhora na avaliação positiva, mas ainda enfrenta predominância de avaliações negativas entre os brasileiros.

O levantamento foi realizado entre 5 e 9 de março de 2026 e indica que a aprovação classificada como ótima ou boa subiu de 30% para 33% em relação à última pesquisa divulgada em dezembro. Mesmo com esse crescimento, a avaliação ruim ou péssima permanece em 40%, mantendo o saldo negativo da administração federal.

Segundo a diretora do instituto, Márcia Cavallari, os números indicam estabilidade no cenário político nacional.

“A pesquisa de março revela uma leve melhora na avaliação positiva, que passa de 30% para 33%. No entanto, a percepção negativa continua sendo majoritária e o saldo da avaliação fica em 7 pontos negativos”, afirmou.

Avaliação geral do governo federal

Ótimo/Bom      ████████████████████ 33%
Regular        ███████████████      24%
Ruim/Péssimo   █████████████████████████ 40%
Não sabem      ██                    3%

Resumo do cenário

  • Avaliação positiva: 33%
  • Avaliação regular: 24%
  • Avaliação negativa: 40%
  • Não sabem ou não responderam: 3%

A queda na avaliação regular (de 29% para 24%) indica que parte do eleitorado que estava no meio do caminho passou a assumir posição mais definida sobre o governo.

Quem mais aprova o governo Lula

A pesquisa também revela perfis sociais e regionais onde o governo possui maior aprovação.

Eleitores de Lula (2022)       ██████████████████████████████ 66%
Menos escolarizados            ██████████████████             46%
Nordeste                       █████████████████              45%
60 anos ou mais                ████████████████               41%
Renda até 1 salário mínimo     ███████████████                40%
Católicos                      ██████████████                 39%

Também há destaque para:

  • Pessoas entre 45 e 59 anos (38%)
  • Moradores de cidades com até 50 mil habitantes (39%)
  • População preta ou parda (36%)

Esses grupos formam hoje a base mais sólida de apoio ao governo federal.

Onde a rejeição é maior

A avaliação negativa é mais forte entre grupos que tradicionalmente votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro ou que apresentam perfil socioeconômico diferente da base de apoio do atual governo.

Eleitores de Bolsonaro (2022)  ██████████████████████████████████████ 79%
Renda acima de 5 salários      █████████████████████                  57%
Evangélicos                    █████████████████                      51%
25 a 34 anos                   ████████████████                       49%
Ensino superior                ███████████████                        48%
Ensino médio                   ██████████████                         47%
Brancos                        ██████████████                         47%

Diferença regional na avaliação

Outro destaque da pesquisa é a forte diferença de percepção entre regiões do país.

Sul                ██████████████████████ 48% ruim/péssimo
Norte/Centro-Oeste ████████████████████   46%
Sudeste            ██████████████████     43%
Nordeste           ███████████            28%

O Nordeste continua sendo a região mais favorável ao governo, enquanto Sul e Sudeste concentram índices maiores de reprovação.

Saldo ainda negativo para o governo

De acordo com o Ipsos-Ipec, não houve mudanças significativas na avaliação do governo desde dezembro, indicando estabilidade no cenário político nacional.

Mesmo com a leve melhora na aprovação, o governo federal ainda enfrenta o desafio de reduzir a rejeição entre eleitores de renda mais alta, jovens e moradores de regiões mais industrializadas do país. Analistas avaliam que a evolução desses índices ao longo de 2026 será importante para medir o clima político do país nos próximos anos.

Por Demais FM / Ipsos-Ipec Pesquisas

 

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