Política

Quem vai representar o Planalto Norte? A importância de votar e escolher pessoas da nossa região

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Nos últimos anos, muitas pessoas têm demonstrado frustração com a política. Reclamações sobre estradas, saúde, falta de investimentos e dificuldades no desenvolvimento regional são comuns nas conversas do dia a dia. No entanto, em meio a tantas críticas, uma pergunta precisa ser feita com sinceridade: estamos participando das decisões que podem mudar essa realidade?

Uma das formas mais importantes de participação na democracia é o voto. E esse processo começa antes mesmo da eleição, com algo simples, mas fundamental: fazer o título de eleitor. Jovens a partir dos 16 anos já podem tirar o documento e começar a exercer seu papel como cidadãos. Antecipar esse passo significa se preparar para participar das escolhas que definirão o futuro do país, do estado e também da nossa região.

Votar não é apenas uma obrigação. É um instrumento de transformação. Quando o cidadão se abstém ou decide não participar do processo eleitoral, acaba permitindo que outras pessoas decidam por ele. A democracia funciona justamente pela participação coletiva. Quanto mais pessoas votam com consciência, mais representativa se torna a escolha de quem governará.

Para o Planalto Norte catarinense, essa reflexão ganha um peso ainda maior. Há anos a região não consegue eleger um representante próprio para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina. E essa ausência faz diferença. Faz falta ter alguém no parlamento estadual que conheça profundamente a realidade das cidades daqui, que tenha vivência nos problemas locais e que possa defender os interesses da região com propriedade.

É verdade que o Planalto Norte tem recebido atenção por meio de emendas parlamentares e investimentos viabilizados por deputados estaduais e também pelo Governo do Estado. Esses recursos são importantes e ajudam os municípios. Porém, muitas vezes ainda é pouco diante das necessidades da região.

O Planalto Norte possui desafios específicos que precisam ser defendidos com mais força dentro da Assembleia Legislativa. Entre eles estão as questões ligadas à agricultura, especialmente ao fumicultor, que representa uma importante base econômica para muitas famílias da região. Também estão os desafios de infraestrutura, como os problemas históricos da BR-116 e da BR-280, rodovias fundamentais para o escoamento da produção, para o transporte de pessoas e para o desenvolvimento econômico regional. Quem vive aqui conhece de perto as dificuldades dessas estradas e sabe o quanto elas impactam o dia a dia da população.

A tão sonhada ligação asfáltica entre o Alto Vale do Itajaí e o Planalto Norte, um fato que serviu de palanque político para eleger vários políticos que após garantirem suas cadeiras “esqueceram” a promessa. E quando se fala em ligação asfáltica entre o Alto Vale e o Planalto Norte, falamos de um impulso sem precedentes em relação econômica a essas regiões. Santa Terezinha e Itaiópolis, tem sido “esquecidas” nesse quesito. Não houve evolução, e infelizmente não haverá, enquanto não tiver alguém com compromisso dentro da ALESC “puxando” os olhares para essa realidade. Muito se prometeu, pouco se fez. É hora de entendermos que se não tiver gente da gente, buascando, cobrando, falando, trabalhando e articulando, se “esquece” com uma rapidez recorde do problema dessa ligação.

Outro tema essencial é a saúde. Os hospitais da região enfrentam desafios constantes para atender a população. Ter representantes comprometidos com a realidade local pode significar mais articulação política, mais recursos e mais atenção para fortalecer a estrutura hospitalar e melhorar o atendimento à comunidade. E tantos outros problemas, que um representante do planalto norte pode acompanhar de perto e fazer evoluir.

Quando uma região possui representantes próprios no parlamento, ela ganha voz. Ganha alguém que conhece as dificuldades do território, que entende as necessidades das comunidades e que pode lutar de forma direta por melhorias. É alguém que não precisa apenas ouvir falar dos problemas do Planalto Norte, porque já os vive no cotidiano.

Nesse contexto, as eleições de 2026 serão um momento importante de reflexão. O Brasil escolherá presidente da República, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. Cada uma dessas escolhas terá impacto direto no futuro do país, de Santa Catarina e do Planalto Norte específicamente.

Para o Planalto Norte, talvez uma das reflexões mais necessárias seja justamente sobre a importância de fortalecer lideranças locais. Pessoas que já têm histórico de gestão na região, que conhecem os municípios, que caminham pelas mesmas ruas, que conversam com a população e que sabem, na prática, quais são os desafios enfrentados por quem vive aqui.

Olhar para quem está perto também é um exercício de cidadania. São aquelas pessoas que encontramos no comércio, nas comunidades, nas reuniões e nos eventos da região. Pessoas que conhecem a realidade do fumicultor, que sabem das dificuldades das estradas, que entendem as demandas dos hospitais e que carregam consigo a responsabilidade de defender o desenvolvimento do Planalto Norte.

Mais do que escolher nomes, o voto é a oportunidade de escolher projetos e compromissos. É o momento em que o cidadão decide quem terá a missão de brigar por recursos, investimentos e políticas públicas que possam melhorar a vida da população.

A democracia não se fortalece apenas nas críticas, mas principalmente na participação. Fazer o título de eleitor, acompanhar os debates, refletir sobre as propostas e votar com consciência são atitudes que ajudam a construir um futuro melhor.

O Planalto Norte tem potencial, tem força econômica, tem história e tem gente trabalhadora. O que muitas vezes falta é voz suficiente nos espaços onde as decisões são tomadas. E essa voz começa justamente no momento em que cada cidadão decide participar e exercer o seu direito de votar.

Por Demais FM

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