Geral

EUA e Israel atacam Irã e matam líder supremo Ali Khamenei

Foto: Geração IA

O cenário no Oriente Médio atingiu um nível crítico de tensão após uma grande ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último sábado (28). O ataque coordenado resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras figuras importantes do governo, desencadeando uma crise internacional com potencial para uma guerra em larga escala.

Explosões foram registradas na capital, Teerã, e em diversas outras cidades iranianas, deixando um rastro de destruição. A ação, justificada por EUA e Israel como uma medida para conter o programa nuclear iraniano, mergulhou a região na instabilidade e provocou reações imediatas e severas.

A ofensiva e as primeiras consequências

A operação militar, iniciada na madrugada de sábado, foi devastadora. Segundo informações da rede humanitária Crescente Vermelho, divulgadas pela imprensa iraniana, o número de vítimas fatais chegou a 201, com 747 feridos. Entre os mortos, além de Ali Khamenei, foram confirmadas outras autoridades de alto escalão, como o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e o comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour.

Ataques específicos também causaram grande comoção, como o bombardeio a uma escola feminina em Minab, no sul do país, que resultou na morte de 153 meninas, segundo o Ministério da Educação do Irã. Hospitais também foram atingidos, agravando a crise humanitária.

Irã responde e nega negociações

A resposta do Irã foi imediata. Mísseis foram disparados contra bases americanas na região, incluindo no Kuwait, onde o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a morte de três militares, as primeiras baixas americanas no conflito. Outros cinco soldados ficaram gravemente feridos.

O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de diálogo. “Não negociaremos com os Estados Unidos”, escreveu em uma rede social, contradizendo afirmações do presidente Donald Trump de que a liderança iraniana estaria disposta a conversar. Larijani acusou Trump de mergulhar a região no caos.

Posição dos Estados Unidos e Israel

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a campanha militar no Irã continuará até que todos os objetivos sejam atingidos. Em tom de ameaça, ele alertou o Irã para não intensificar os ataques, prometendo uma resposta com uma “força nunca antes vista”. Trump também fez um apelo para que os membros da Guarda Revolucionária iraniana entregassem suas armas em troca de imunidade.

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a ofensiva será intensificada, com “milhares de alvos” a serem atacados nos próximos dias. Ele pediu diretamente à população do Irã que se levante contra o regime. “Chegou a hora de vocês irem às ruas aos milhões para terminar o trabalho”, afirmou.

Repercussão na comunidade internacional

A escalada do conflito gerou forte preocupação global. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança e condenou o uso da força, alertando para a “grave ameaça à paz e à segurança internacionais”.

Rússia e China condenaram veementemente os ataques, classificando-os como uma grave violação da soberania iraniana. A União Europeia e o Vaticano apelaram por “máxima contenção” para evitar uma catástrofe. Grupos regionais aliados ao Irã, como o Hezbollah e o Hamas, condenaram a morte de Khamenei e prometeram vingança.

O futuro do poder no Irã

Para garantir a continuidade do governo em meio à crise, as autoridades iranianas anunciaram a formação de um Conselho de Liderança Temporária. O órgão assume imediatamente as funções de comando das Forças Armadas e de decisões de política externa até que a Assembleia de Especialistas eleja um sucessor permanente para Khamenei.

O conselho é composto pelo atual presidente, Masoud Pezeshkian, pelo chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, e pelo jurista Alireza Arafi. O novo presidente iraniano classificou a morte do líder supremo como uma “declaração de guerra” e prometeu “vingança legítima” contra os Estados Unidos e Israel.

Por: Demais FM 

Grupo de Notícias