O mês de fevereiro de 2026 registrou o dobro de ocorrências graves de violência em comparação com janeiro no Planalto Norte de Santa Catarina. O levantamento foi realizado pelo portal JMais com base em registros oficiais da Polícia Militar de Santa Catarina e do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.
De acordo com os dados apurados, ao menos 32 ocorrências envolvendo ameaças de morte, agressões graves, esfaqueamentos, disparos de arma de fogo, tentativas de homicídio e homicídios consumados foram registradas nos dois primeiros meses do ano. Em janeiro foram oito casos. Já em fevereiro, o número saltou para 24.
A reportagem considerou apenas ocorrências registradas nos municípios do Planalto Norte catarinense, desconsiderando casos do Sul do Paraná e situações ocorridas fora da região, mesmo quando envolveram moradores locais.
📊 Comparativo de ocorrências
| Mês | Número de casos graves | Variação |
|---|---|---|
| Janeiro | 8 | — |
| Fevereiro | 24 | +200% |
| Total | 32 | — |
Janeiro: início do ano já foi marcado por homicídio
O primeiro caso de 2026 ocorreu ainda na madrugada de 1º de janeiro, em Monte Castelo, quando um jovem foi morto a facadas em frente ao prédio da prefeitura.
Ao longo do mês, também foram registrados:
- Tentativas de homicídio com arma de fogo em Canoinhas
- Ataque com facão em Mafra após discussão por som alto
- Ameaças com arma de fogo dentro de família em Monte Castelo
- Disparos contra homens em situação de rua em Mafra
- Tentativas de homicídio envolvendo faca e agressões graves
Os episódios envolveram conflitos familiares, desentendimentos entre vizinhos e discussões que terminaram em violência extrema.
Fevereiro: escalada preocupa e inclui feminicídios
Se janeiro já havia acendido o alerta, fevereiro apresentou crescimento expressivo nos registros.
Entre os casos que mais chamaram atenção estão:
- Homem baleado no rosto dentro da própria casa em Irineópolis
- Feminicídio de Rute Aparecida Ribeiro Fernandes dos Santos, morta a tiros pelo ex-companheiro na região de Porto União
- Homicídio de Paulo Cesar Worell, morto a facadas em Itaiópolis
- Feminicídio de Pricila Maria Dolla Gomes, em Rio Negrinho
- Homem morto a golpes de foice no interior de Itaiópolis
- Tentativa de feminicídio em Bela Vista do Toldo
- Esfaqueamento no centro de Canoinhas
- Diversos casos de agressões e ameaças contra mulheres na presença de crianças
Grande parte das ocorrências teve como pano de fundo conflitos familiares e violência doméstica, além de brigas motivadas por desentendimentos antigos.
Violência dentro de casa
Outro dado que chama atenção é a repetição de casos envolvendo familiares: filhos agredindo pais, tios ameaçando sobrinhos, companheiros atacando mulheres e episódios de violência praticados na frente de crianças.
Especialistas apontam que fatores como abuso de álcool, uso de drogas e conflitos interpessoais mal resolvidos podem contribuir para o agravamento dessas situações.
O que os números mostram?
O aumento de 200% nos registros de ocorrências graves em fevereiro não significa necessariamente que a violência dobrou de forma estrutural, mas indica um período atípico e preocupante no início de 2026.
As investigações seguem em andamento em diversos casos, e as forças de segurança mantêm operações e ações preventivas na região.
A sequência de episódios violentos reforça a importância da denúncia e do acionamento imediato das autoridades em situações de risco, especialmente em casos de ameaça e violência doméstica.
O cenário acende um sinal de alerta para toda a região do Planalto Norte catarinense.
Por Demais FM / Portal Jmais
