O governo federal elevou o Imposto de Importação para mais de 1.200 produtos, incluindo itens de tecnologia como celulares, televisores e componentes de computador. A medida, que já está parcialmente em vigor, tem o objetivo de proteger a indústria nacional e corrigir desequilíbrios nas contas externas do país.
Segundo o governo, a decisão não deve gerar impactos relevantes nos preços para o consumidor final. A justificativa é que o aumento das tarifas atinge apenas produtos que já possuem fabricação similar no Brasil, preservando a competitividade das empresas nacionais.
A justificativa do governo
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) explicou que a alta nas importações estava prejudicando a balança comercial brasileira. A pasta afirma que, para itens sem produção nacional, a tarifa de importação continua zerada, garantindo o abastecimento de insumos para a indústria.
Como exemplo, o secretário Uallace Moreira citou que 95% dos celulares consumidos no Brasil já são fabricados no país. Ele também destacou que regimes especiais, como o ex-tarifário, continuarão beneficiando peças e componentes usados pela indústria local.
Impacto no bolso do consumidor
Apesar da posição do governo, a medida deve encarecer a montagem e a compra de computadores no Brasil. Itens essenciais como placas de vídeo (GPU), processadores (CPU), memórias RAM e placas-mãe tiveram suas alíquotas de importação elevadas, passando de zero para até 20% em alguns casos.
A estimativa de especialistas do setor é que o aumento do imposto pode resultar em um acréscimo de R$ 1.000 a R$ 2.000 no preço final de cada uma dessas peças no varejo, tornando mais caro o acesso à tecnologia para trabalho, estudo ou lazer.
Críticas e preocupações do mercado
Importadores e representantes do setor de tecnologia contestaram a decisão, alertando para o risco de aumento generalizado de preços. Eles argumentam que a elevação das tarifas pode encarecer investimentos em modernização e prejudicar o abastecimento de insumos em cadeias produtivas que dependem de componentes importados.
Para eles, o custo maior pode ser repassado ao longo da cadeia produtiva, afetando a competitividade de empresas brasileiras e dificultando o acesso da população a equipamentos de tecnologia mais modernos.
Por: Demais FM
