A presidente da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputada Luciane Carminatti (PT), avalia que a educação pública no estado inicia o ano de 2026 enfrentando problemas estruturais antigos, que vão desde a falta de valorização dos profissionais até o descumprimento de promessas do governo estadual.
Início do ano letivo com instabilidade
Professora por formação, Carminatti destaca que o começo do ano letivo tem sido marcado por uma constante instabilidade no quadro de professores. Segundo ela, o excesso de contratos temporários, a burocracia e a falta de planejamento afetam diretamente o dia a dia e o funcionamento das escolas catarinenses.
Valorização e segurança dos professores
Um dos principais desafios, aponta a deputada, é a aplicação do piso nacional do magistério em toda a carreira, com reajuste proporcional para todos os níveis. Para Luciane, a valorização profissional precisa ser uma política de Estado para garantir a qualidade do ensino. “Não é possível falar em qualidade da educação sem carreira estruturada, estabilidade e condições dignas de trabalho”, afirma.
A parlamentar também alertou para o aumento da violência no ambiente escolar. Ela defende a criação de medidas para proteger professores e funcionários, já que atualmente a rede estadual não oferece um sistema de proteção e acolhimento para as vítimas.
Infraestrutura precária e falta de inclusão
As condições físicas das escolas também foram alvo de críticas. Luciane aponta que a maioria das unidades não possui climatização, quadras cobertas ou laboratórios adequados. Outro ponto central é a política de inclusão, que, segundo ela, deve ir além da presença de um segundo professor em sala e envolver toda a comunidade escolar.
Financiamento e novos concursos
No campo financeiro, a deputada cobra o cumprimento da promessa do governador Jorginho Mello de usar 100% dos recursos do Fundeb para a folha da educação. Ela também defende a convocação de todos os aprovados no último concurso e a abertura de um novo edital ainda em 2026 para suprir a demanda da rede de ensino. “A educação precisa sair do discurso e entrar, de fato, na lista de prioridades do governo”, conclui.
Por: Demais FM
