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Drama no pós-parto: Paciente de Presidente Getúlio descobre gaze esquecida no corpo em hospital de Rio do Sul

Foto: Assessoria de Imprensa/HRAV

A moradora de Presidente Getúlio, Taynara Danecke, viveu momentos de angústia após o nascimento de seu segundo filho no dia 18 de janeiro deste ano, no Hospital Regional Alto Vale, em Rio do Sul. O que deveria ser um momento de celebração se transformou em um drama quando, seis dias após a alta, ela descobriu um pedaço de gaze esquecido dentro de seu corpo.

Dores e a descoberta do problema

Tainara, que também é técnica de enfermagem, começou a sentir fortes dores e febre dias após voltar para casa. Inicialmente, o quadro foi tratado como uma infecção urinária em um atendimento no hospital de Ibirama. No entanto, a persistência do desconforto a levou a procurar a ala de obstetrícia do Hospital de Ibirama.

Durante a avaliação, uma enfermeira localizou a gaze, que havia sido utilizada para conter um sangramento durante a sutura de uma laceração no parto. A remoção do material exigiu tratamento com antibióticos, pois alguns pontos chegaram a abrir. Taynara conta que, por ser seu primeiro parto normal, pensou que o desconforto inicial fosse comum.

Superlotação e outros contratempos

Além do grave incidente, Taynara relatou outro problema ocorrido na alta hospitalar: a troca das cadernetas de saúde entre sua filha e outro recém-nascido, exigindo que ela retornasse à unidade para corrigir o erro. Ela associa a falha à grande correria vivida pela equipe no dia.

A situação de Taynara ocorre em um momento crítico para a maternidade do Hospital Regional, que registrou superlotação entre os dias 19 e 22 de fevereiro, com 44 partos realizados, bem acima da média diária de oito. O aumento da demanda é atribuído, em parte, ao fechamento de serviços de parto em hospitais de Presidente Getúlio e Taió.

Hospital investiga o caso

Tainara tentou registrar uma queixa na ouvidoria do hospital no mês passado, mas recebeu um endereço de e-mail com um erro de digitação, o que impediu o envio. A mensagem correta foi encaminhada na manhã desta segunda-feira, 23.

O diretor técnico do Hospital Regional, Marcelo Gambetta, afirmou que tomou conhecimento do caso hoje e que uma apuração interna foi iniciada para esclarecer os fatos e identificar as responsabilidades.

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