Segurança

Golpe do falso advogado faz novas vítimas com promessa de liberação de valores judiciais

Foto ilustrativa

O golpe do falso advogado tem se intensificado em diferentes regiões do país e acende um alerta para a população, especialmente entre pessoas que aguardam a liberação de valores judiciais. Na prática, criminosos se passam por advogados ou representantes de escritórios de advocacia e entram em contato com as vítimas por telefone, aplicativos de mensagens ou e-mail, informando sobre supostas indenizações, revisões de benefícios ou pagamentos de precatórios.

Utilizando dados reais de processos judiciais e informações verdadeiras das partes envolvidas, os golpistas dão aparência de legitimidade à abordagem. A liberação dos supostos valores, no entanto, é condicionada ao pagamento antecipado de taxas, custas processuais ou honorários advocatícios. Os pedidos costumam ser feitos por meio de transferências imediatas, especialmente via Pix. Após o pagamento, o contato é interrompido e o prejuízo financeiro se confirma.

De acordo com estimativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o prejuízo causado por esse tipo de golpe já ultrapassa R$ 2,8 bilhões nos últimos três anos, evidenciando a dimensão do problema e a necessidade de atenção redobrada por parte da população.

Nos últimos anos, o esquema se tornou ainda mais sofisticado com o uso de dados públicos de processos judiciais aliados a recursos de inteligência artificial. As quadrilhas utilizam essas ferramentas para simular identidades profissionais, empregar linguagem jurídica com alto grau de precisão, falsificar documentos e logotipos, além de clonar números de telefone e perfis digitais de advogados ou escritórios reais.

Houve aumento significativo nos relatos relacionados a esse tipo de crime. Nos últimos meses, cresceram os casos de clientes que procuram o banco após sofrer tentativas do golpe do falso advogado, muitas vezes já com prejuízo financeiro. Por isso, reforçamos que a principal defesa contra esse tipo de esquema é a informação.

Um dos principais sinais de alerta é o senso de urgência imposto durante o contato. As vítimas são induzidas a acreditar que o pagamento precisa ser realizado imediatamente, sob a ameaça de perder o valor supostamente liberado, o que dificulta a verificação das informações. Processos judiciais não funcionam dessa forma. Valores não são liberados por Pix, boleto ou transferência direta ao beneficiário. Além disso, nenhum advogado ou instituição financeira solicita senhas, códigos ou pagamentos antecipados por mensagens.

A orientação é que, ao receber qualquer contato desse tipo, o cidadão procure diretamente o advogado ou escritório de confiança, utilize canais oficiais para confirmar a informação e, em caso de suspeita ou prejuízo, registre boletim de ocorrência e comunique a OAB e a instituição financeira.

Por Demais FM

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