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Planalto Norte registra número recorde de pessoas desaparecidas

Região teve 14 desaparecimentos entre 2025 e o início de 2026, refletindo um cenário de aumento nos registros em todo o Brasil.

O Planalto Norte de Santa Catarina enfrenta um aumento preocupante no número de pessoas desaparecidas, com 14 casos registrados entre o ano passado e janeiro deste ano. O número é considerado um recorde para a região e acompanha uma tendência de alta observada em todo o estado e no país.

Cenário na região

O município de Canoinhas é o que apresenta o maior número de casos, com cinco registros no sistema da Polícia Civil. Mafra aparece na sequência, com quatro pessoas desaparecidas. Outras cidades da região, como Porto União, Papanduva e Três Barras, também possuem registros, totalizando os 14 desaparecimentos.

Desaparecidos de Canoinhas: Pâmela Alves Machado (18 anos); Eduardo Adriano da Silva (36 anos); João Vitor de Oliveira Ferreira Santos (16 anos); Marli Gonçalves Padilha (54 anos); e Leonardo Ramos de Mattos (16 anos)
Desaparecidos em Mafra: Helman Orlando Emayusa Bustos (56 anos); Orlando Hening Filho (43 anos); e Erick Vinicius Kovalski Nunes (30 anos)
Jonas Gonçalves Fernandes, de 30 anos, desapareceu de Três Barras; Altair de Assis Freires Jr, 13 anos, desapareceu de Porto União; Paulo Ferreira, 51 anos, e Guilherme Barabach Balardini, 14 anos, desapareceram de Papanduva; já Emerson Martins Ferreira, 44 anos, também desapareceu de Porto União

As autoridades reforçam a importância de registrar o desaparecimento de uma pessoa o mais rápido possível. A colaboração da comunidade, compartilhando informações e fotos, é fundamental para auxiliar nas buscas.

Contexto estadual e nacional

O aumento de casos no Planalto Norte faz parte de uma realidade maior. Em Santa Catarina, a Polícia Civil registrou 4.317 desaparecimentos em 2025. Em todo o Brasil, o número ultrapassou a marca de 84 mil pessoas, o maior índice desde o início da série histórica, em 2015.

Especialistas apontam que os números podem ser influenciados por diversos fatores. Um deles é a subnotificação de pessoas que são localizadas, pois muitas vezes a família não comunica a polícia sobre o encontro, mantendo o registro de desaparecimento ativo. Outro ponto é o aumento da conscientização da população sobre a importância de registrar os casos imediatamente.

Por: Demais FM / Portal Jmais

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