A investigação da Polícia Civil sobre a morte do cão Orelha, em Florianópolis, revelou um novo fato chocante. Os quatro adolescentes suspeitos de agredir o animal também são acusados de tentar afogar um segundo cão, conhecido como Caramelo.

Felizmente, Caramelo conseguiu escapar. Após a grande repercussão do caso, que gerou protestos na comunidade da Praia Brava, o cão foi encontrado e adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.
Detalhes da investigação
Na última segunda-feira, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas dos adolescentes investigados. Eles respondem pelos crimes de maus-tratos e por coação de testemunhas. No momento, os suspeitos não foram apreendidos.
Segundo o delegado responsável pelo caso, dois dos investigados viajaram para a Disney, nos Estados Unidos, logo após o início da repercussão do crime. A viagem, no entanto, já estava planejada anteriormente, e o retorno deles é esperado para a próxima semana.
Coação e ameaças
Além dos itens relacionados aos maus-tratos, a polícia também buscava uma arma de fogo. O armamento teria sido usado por um adulto, familiar de um dos adolescentes, para ameaçar o porteiro de um condomínio. O objetivo era impedir que ele colaborasse com as autoridades.
A arma não foi encontrada durante as buscas, mas três adultos já foram indiciados pelo crime de coação. O processo segue em segredo de justiça para proteger as investigações e os depoimentos.
