Segurança

Filho é condenado a 29 anos por matar o próprio pai em Mafra após ataque brutal dentro de casa

O Tribunal do Júri da Comarca de Mafra condenou, na sexta-feira (28), um homem acusado de matar o próprio pai em um dos crimes mais chocantes já registrados na região Norte de Santa Catarina. O homicídio aconteceu em março de 2023 e voltou a repercutir após a divulgação da sentença.

A condenação encerra um caso marcado por brutalidade, histórico de violência doméstica e dependência química. O réu recebeu pena de 29 anos, sete meses e 16 dias de reclusão, em regime fechado.

O que se sabe até agora

O crime ocorreu na noite de 12 de março de 2023, quando o idoso retornava da igreja e foi surpreendido pelo filho dentro da própria residência, no bairro Vila Ivete, em Mafra. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o agressor iniciou uma série de ataques motivados por lembranças da mãe falecida.

A vítima sofreu socos e chutes que atingiram várias partes do corpo. Mesmo socorrido e internado, o pai não resistiu e morreu 11 dias depois em decorrência das lesões.

Como aconteceu

A denúncia do MPSC detalha que o acusado era usuário de drogas, dependia financeiramente do pai e já havia se envolvido em episódios de violência doméstica. Vários boletins de ocorrência registraram agressões anteriores, normalmente relacionadas ao vício.

No dia do crime, o ataque ocorreu dentro da casa da família, aumentando o impacto do caso entre moradores do bairro. O idoso estava debilitado e não conseguiu se defender.

Quem atendeu a ocorrência

Equipes de emergência prestaram os primeiros atendimentos ao idoso. O caso foi investigado pela Polícia Civil de Mafra e acompanhado pela Promotoria de Justiça da Comarca.

No julgamento, o Conselho de Sentença aceitou integralmente a tese do MPSC, reconhecendo as qualificadoras de:

  • motivo fútil;
  • meio cruel;
  • recurso que dificultou a defesa da vítima;
  • agravante por a vítima ter mais de 60 anos.

Repercussão na região

O caso voltou a ser discutido em Itaiópolis, Mafra e municípios próximos. Moradores lembraram antigas denúncias e episódios envolvendo a família, alimentando debates sobre violência doméstica, dependência química e fragilidade das vítimas idosas.

“Foi um crime que abalou a cidade. A comunidade acompanhava o processo com expectativa pela justiça”, disse uma fonte ligada ao Judiciário.

A decisão judicial seguiu o entendimento do Supremo Tribunal Federal (Tema 1.068), determinando a execução imediata da pena. Com isso, o réu deve iniciar o cumprimento em regime fechado mesmo que a defesa recorra.

Não há novas manifestações públicas da defesa ou do MPSC até o momento.

Por Demais FM
Informações MPSC

 

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