Saúde

SUS aplicará teste de autismo a partir dos 16 meses

José Cruz/Agência Brasil

 

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (18) uma nova linha de cuidado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A principal mudança é a inclusão do teste de rastreio em crianças de 16 a 30 meses, durante as consultas de rotina na atenção primária.

A medida tem como objetivo antecipar estímulos e intervenções antes mesmo da confirmação do diagnóstico. Segundo a pasta, a atuação precoce é fundamental para promover maior autonomia e melhorar a interação social no futuro.

Panorama do TEA no Brasil

Estima-se que 1% da população brasileira viva com TEA. Dados do IBGE mostram ainda que 71% desse grupo possuem outras deficiências, o que reforça a necessidade de ações integradas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A nova diretriz orienta gestores e profissionais sobre fluxos de atendimento, desde a atenção básica até os serviços especializados, priorizando rastreio precoce e início imediato da assistência.

O teste M-Chat

O questionário de triagem, conhecido como M-Chat, é capaz de identificar sinais de autismo já nos primeiros anos de vida. Ele está disponível na Caderneta Digital da Criança e no prontuário eletrônico E-SUS.

As intervenções indicadas aparecem na versão atualizada do Guia de Intervenção Precoce, que entrou em consulta pública.

Tratamento individualizado

Entre as estratégias, está o fortalecimento do Projeto Terapêutico Singular (PTS), que prevê planos de acompanhamento personalizados, elaborados por equipes multiprofissionais em parceria com as famílias.

A linha de cuidado também define quando pacientes atendidos em Centros Especializados em Reabilitação (CER) devem ser encaminhados a outros serviços, como os de saúde mental, em casos de sofrimento psíquico.

Apoio às famílias

Outro ponto central é o acolhimento aos cuidadores. A proposta inclui orientação parental, grupos de apoio e capacitação de profissionais para estimular práticas no ambiente domiciliar.

O ministério também articula a implementação do programa de treinamento de habilidades para cuidadores da OMS, voltado a famílias de crianças com TEA ou atraso no desenvolvimento. A iniciativa busca reduzir a sobrecarga das famílias e fortalecer vínculos afetivos.

Com informações da Agência Brasil

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