Segurança

URGENTE: Operação da Polícia Civil desmantela esquema de abigeato em Itaiópolis

Foto PC

Na manhã desta quarta-feira (10), Itaiópolis está sendo palco de uma grande operação da Polícia Civil contra o crime de abigeato. Sob a coordenação do delegado Dr. Cassiano Tiburski, foram cumpridos mandados de busca e apreensão tanto na área urbana da cidade quanto na localidade de Rio Vermelho, no interior do município.

A ação contou com o apoio da Vigilância Sanitária Municipal e da Cidasc, reforçando a importância da união de diferentes órgãos no combate a crimes que afetam a saúde pública e a segurança alimentar.


Prisões em flagrante e local em condições precárias

Segundo o delegado Cassiano Tiburski, a operação resultou em três prisões em flagrante e diversas apreensões. Em um dos endereços vistoriados, as autoridades se depararam com um possível frigorífico clandestino, instalado em anexo a uma residência familiar.

O ambiente foi descrito pelo delegado como impróprio e insalubre. Ele destacou o forte mau cheiro, a presença de facas utilizadas para cortes e carnes armazenadas em freezers residenciais sem qualquer tipo de etiquetagem ou controle de origem.

“Tudo está sendo catalogado e recolhido para a devida análise. A prioridade é proteger a população de riscos sanitários e reforçar o combate ao abigeato na região”, afirmou Tiburski.


Riscos à população

Além das irregularidades sanitárias, a venda dessas carnes clandestinas representava sério risco à saúde dos consumidores itaiopolenses. A ausência de fiscalização, higiene e certificação coloca em risco não apenas quem compra, mas toda a cadeia de abastecimento.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar a dimensão da prática criminosa e possíveis outros envolvidos.

Atualização: A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) atualizou oficialmente a imprensa sobre os desdobramentos da Operação “Marca de Ferro”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (10) em Itaiópolis/SC. A ação resultou em três prisões, na apreensão de armas e no fechamento de um frigorífico clandestino que, segundo a investigação, recebia carne proveniente de furtos de gado na região.


Crime brutal filmado no interior

A investigação começou em agosto de 2025, após um produtor rural de Rio Vermelho encontrar apenas os restos de um bovino de quase 500kg e de alto valor genético. O que os criminosos não sabiam é que estavam sendo filmados.

As imagens revelaram um modus operandi sofisticado. No dia 1º de agosto, horas antes do crime, um vizinho da vítima marcou o portão da propriedade com um saco plástico — sinal para o grupo agir. Um furgão de carga vermelho dava apoio logístico.

Na madrugada seguinte, quatro homens armados chegaram a pé: um portava uma espingarda, outro uma serra de açougueiro e dois vestiam roupas camufladas. Eles abateram o animal no pasto e, de forma organizada, usaram um VW/SpaceFox para transportar a carne furtada.


Quadrilha organizada e frigorífico clandestino

Com base em análises e cruzamento de dados, a PCSC identificou três dos quatro executores, o motorista do carro de fuga e os suspeitos de apoio logístico. A investigação apontou que o grupo já havia feito reconhecimento prévio da área, confirmando se tratar de uma associação criminosa armada.

Durante a fase ostensiva da operação, policiais localizaram um frigorífico clandestino na Avenida Ricardo Worel. O local, em condições precárias, apresentava fortes indícios de que recebia a carne furtada. Segundo o delegado Dr. Cassiano Tiburski, foram encontrados materiais de abate e freezers com produtos sem procedência.


Impacto no agronegócio e resposta do Estado

O agronegócio é uma das principais forças econômicas de Santa Catarina, e a atuação de quadrilhas desse porte ameaça diretamente a segurança e o sustento dos produtores.

“O Estado não permitirá que criminosos armados transformem o campo em território de medo. A ‘Operação Marca de Ferro’ mostra que o crime no meio rural não ficará impune”, afirmou Tiburski.

Os presos foram interrogados e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário. As investigações continuam para localizar o foragido e identificar colaboradores e receptadores da carne.

Além dos crimes de furto qualificado (abigeato), associação criminosa armada, posse ilegal de arma de fogo e receptação, os responsáveis pelo frigorífico também poderão responder por falsificação de selos sanitários e crimes contra as relações de consumo, caso a perícia confirme as suspeitas.

Por Demais FM.

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