Dados do Censo 2022, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam um retrato inédito sobre o número de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Planalto Norte de Santa Catarina. Ao todo, 2.252 moradores da região se declararam autistas, segundo as estatísticas atualizadas.
Do total registrado, quase metade dos casos se concentra em apenas dois municípios: Mafra e Canoinhas. Juntas, as duas cidades somam 1.176 diagnósticos de autismo, o que representa 52,2% de todos os casos na região.
Mafra lidera em números absolutos
Mafra é o município com o maior número de pessoas diagnosticadas com TEA: 636 casos, de uma população total de 55.286 habitantes em 2022. Esse contingente representa 1,2% dos moradores da cidade, superando a média nacional.
Logo em seguida aparece Canoinhas, com 540 pessoas diagnosticadas com autismo. Naquele ano, o município tinha 55.016 habitantes, o que equivale a 1% da população local com diagnóstico de TEA.
Monte Castelo tem maior proporção populacional
Embora esteja em sexto lugar no número absoluto de casos, Monte Castelo apresenta o maior percentual proporcional da região. Dos seus 7.736 habitantes, 142 são pessoas diagnosticadas com autismo, o que corresponde a 1,8% da população — a maior taxa relativa entre os municípios do Planalto Norte.
Panorama regional
Além de Mafra, Canoinhas e Monte Castelo, o levantamento também identificou os seguintes números nos demais municípios da região:
- Porto União: 289 pessoas diagnosticadas
- Três Barras: 201 casos
- Itaiópolis: 156 diagnósticos
- Papanduva: 129 pessoas
- Irineópolis: 73 autistas
- Major Vieira: 44 registros
- Bela Vista do Toldo: 42 pessoas com TEA
Esses dados oferecem um panorama mais claro para gestores públicos, profissionais da saúde e educadores sobre a necessidade de políticas públicas inclusivas e adequadas à realidade local. O número elevado de diagnósticos reforça a importância de estruturas de apoio e atendimento especializado em toda a região.
Políticas públicas e desafios
Com a crescente visibilidade do autismo, cresce também a responsabilidade dos municípios em oferecer recursos adequados, como centros de atendimento multidisciplinar, apoio escolar especializado e capacitação de profissionais da rede pública. O mapeamento detalhado do IBGE é um passo fundamental para orientar essas iniciativas com base em dados concretos.
Por Demais FM
