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Câmara do Tabaco debate COP 11 e alerta para tarifas dos EUA em 2025

Banco de Imagens Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco

 

Câmara Setorial do Tabaco discute COP 11 e impactos no comércio internacional

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco se reuniu nesta quarta-feira (16), em formato híbrido, para avaliar os próximos passos do setor no segundo semestre de 2025. O encontro, que marcou a 76ª sessão do colegiado, concentrou-se em dois temas centrais: a participação do Brasil na COP 11 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) e o impacto da nova política tarifária dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras.

O evento global, que será realizado de 17 a 22 de novembro em Genebra, na Suíça, deve trazer à tona pautas sensíveis para o setor, como responsabilidade legal da indústria, regulamentação de produtos, impacto ambiental e a proteção das políticas públicas da influência da indústria tabagista.


Brasil ainda não tem posição oficial definida para a COP 11

Apesar de ser o segundo maior produtor mundial de tabaco e líder nas exportações globais, o Brasil ainda não apresentou sua posição oficial para a COP 11. Isso gera preocupação entre os representantes da cadeia produtiva, especialmente diante da possibilidade de uma abordagem unilateral por parte da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro (CONICQ), que coordena a participação brasileira no evento.

O presidente da Câmara Setorial, Romeu Schneider, destacou o compromisso do embaixador Tovar Nunes, que prometeu manter um canal de diálogo com o setor, além de realizar briefings diários durante a conferência em Genebra. O objetivo é garantir mais transparência e participação ativa das entidades brasileiras nas discussões internacionais.


Exportações devem crescer até 15% em 2025, aponta SindiTabaco

Durante a reunião, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, apresentou um panorama otimista sobre o comércio exterior do tabaco brasileiro. Dados do primeiro semestre de 2025 mostram que o Brasil exportou 206,5 mil toneladas, gerando US$ 1,36 bilhão em divisas — um crescimento de +5,77% em volume e +9,5% em valor, em comparação com o mesmo período de 2024.

A China, Bélgica, Indonésia, Turquia, Emirados Árabes e Estados Unidos aparecem entre os principais destinos do tabaco brasileiro. Estimativas da Deloitte indicam que, até o fim de 2025, os embarques podem crescer entre 10% e 15%, tanto em quantidade quanto em faturamento.


Tarifas dos EUA preocupam, mas setor aposta na diplomacia

A maior apreensão no momento gira em torno da nova tarifa imposta pelo governo dos Estados Unidos, que ameaça comprometer uma fatia importante do mercado brasileiro. No último ano, o Brasil embarcou quase 40 mil toneladas de tabaco aos EUA, gerando US$ 255 milhões, o que representa cerca de 9% do total das exportações brasileiras do setor.

Segundo Thesing, o impacto é considerável, principalmente porque parte do tabaco exportado aos EUA já está processado e pronto para embarque. Ainda assim, ele acredita em uma solução diplomática:

“Ambas as nações saem perdendo. Estamos confiantes de que haverá negociação.”

Nos primeiros seis meses de 2025, o Brasil já exportou 19 mil toneladas aos Estados Unidos, o equivalente a US$ 129 milhões.

Por Demais FM.

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