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Terra acelera rotação e pode ter dias mais curtos em 2025

Planeta Terra. Foto: ColinCramm / Shutterstock.com/Reprodução/D+News.

Pesquisadores vêm observando uma aceleração no giro da Terra desde 2020, indicando que o planeta está registrando alguns dos dias mais curtos desde o início das medições modernas, em 1973.

Para 2025, os cálculos realizados por instituições como o portal Timeanddate.com, o Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS) e o Observatório Naval dos Estados Unidos apontam que os dias 9 e 22 de julho ou 5 de agosto podem registrar a rotação mais rápida já medida.

Possíveis causas da aceleração

Embora a ciência ainda não tenha uma explicação definitiva, algumas hipóteses vêm sendo consideradas:

  • Movimentos no núcleo da Terra: alterações no núcleo interno podem influenciar a velocidade de rotação.
  • Deslocamento de massa: o derretimento de geleiras, mudanças nas correntes oceânicas e nos ventos globais podem redistribuir a massa da Terra e afetar sua rotação.
  • Chandler wobble: uma oscilação natural dos polos geográficos também pode contribuir para a variação da velocidade de rotação.

Impactos no tempo e na tecnologia

Apesar de a diferença estar na casa dos milissegundos, a alteração pode afetar sistemas sensíveis, como redes de satélites, GPS e telecomunicações. Até hoje, a correção de tempo em escala global era feita por meio da adição de segundos bissextos positivos, para alinhar o tempo atômico à rotação da Terra.

Com o novo cenário, especialistas discutem a possibilidade de um ajuste inédito, com a remoção de um segundo, o que seria o primeiro “segundo negativo” da história.

O IERS informou que não fará alterações nos relógios em 2025, mantendo o último ajuste realizado em dezembro de 2016, quando um segundo positivo foi adicionado.

Mudanças sutis, efeitos reais

As recentes observações reforçam que mesmo alterações mínimas na dinâmica do planeta podem gerar consequências mensuráveis. A rotação da Terra segue sendo objeto de estudo, e qualquer variação continuará a ser acompanhada de perto por instituições científicas ao redor do mundo.

Por Demais FM.

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