Uma empresa de tecnologia parceira de instituições financeiras no sistema Pix comunicou ao Banco Central (BC), na quarta-feira (2), que sofreu um ataque cibernético. A ação teria permitido o desvio de recursos de contas bancárias de oito instituições, com prejuízos estimados em pelo menos R$ 800 milhões, conforme revelou uma reportagem do jornal O Globo, com base em fontes ligadas à investigação.
Embora o Banco Central não tenha detalhado a ocorrência, em nota oficial determinou à C&M Software, empresa que fornece conectividade entre instituições e o sistema de pagamentos instantâneos, que interrompesse temporariamente o acesso de seus clientes à infraestrutura operacional. Com isso, diversas instituições ficaram momentaneamente sem acesso ao Pix.
De acordo com o G1, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar a ocorrência. Até o momento, três instituições confirmaram impactos diretos do ataque: credsystem, Banco Paulista e BMP.
O Banco Paulista informou que colabora com o BC na tentativa de restabelecer os serviços e destacou que a falha teve origem externa, sem comprometimento de dados sensíveis ou movimentações indevidas.
Já a BMP, considerada uma das mais afetadas, também se manifestou. A empresa, que atua no segmento de “banking as a service” desde 1999, declarou que nenhum cliente foi atingido. Segundo comunicado oficial, o ataque envolveu exclusivamente valores mantidos em conta reserva no Banco Central. A BMP acrescentou que já adotou medidas legais e operacionais e possui colaterais suficientes para cobrir totalmente o valor comprometido, sem impactos às suas atividades ou às de seus parceiros.
Em 2024, a BMP registrou R$ 804 milhões em receita bruta e R$ 231 milhões em lucro líquido, números que reforçam sua solidez financeira diante do incidente.
As investigações seguem em andamento.
Fontes: CNN, G1
