A brasileira Juliana Marins, encontrada morta na terça-feira (24) após quatro dias de buscas na Indonésia, teria morrido cerca de 20 minutos depois da queda na trilha do vulcão Rinjani. A autópsia divulgada nesta sexta-feira (27) revela a causa da morte.
torácico grave devido ao impacto da colisão. Ela foi vítima de grande hemorragia interna que afetou os órgãos respiratórios.
“A vítima sofreu ferimentos devido à violência e fraturas em diversas partes do corpo. A principal causa de morte foram ferimentos na caixa torácica e nas costas”, afirmou o especialista forense Ida Bagus Alit à imprensa.
“Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento”, explicou.
Juliana Marins também apresentou ferimento na cabeça. Os médicos legistas acreditam que ela não tenha sobrevivido por muito tempo, como foi cogitado durante a operação de resgate.
“No tórax e no abdômen, houve sangramento significativo, mas nenhum órgão apresentou sinais de retração que indicassem sangramento lento. Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos”, concluiu o perito.
Conforme a BBC News Indonésia, o laudo descartou a hipótese de hipotermia, pois não havia sinais como necrose e lesões nas pontas dos dedos.
Apesar da confirmação de que a jovem morreu logo após a queda, ainda não se sabe a hora exata do óbito. Imagens registradas por drones mostram que ela estava viva no sábado (21).
O pai de Juliana, Manoel Marins Filho, acompanhou a necrópsia em Bali e deve obter o atestado de óbito. Na noite de quinta-feira (26), ele disse não ter certeza sobre o prazo para a liberação do corpo.
“Não sei se vou conseguir voltar com ela ou se o corpo anda vai demorar um pouco. Bateu muita saudade ontem, chorei muito, não dormi bem. Filha, te amo demais”, declarou em vídeo nas redes sociais.
Autoridades preparam repatriação do corpo de Juliana Marins ao Brasil
Após a conclusão da autópsia, o corpo da jovem brasileira deve ser liberado para o retorno ao Brasil. O velório acontecerá em Niterói, sua cidade natal.
A legislação brasileira proíbe o custeio da repatriação com recursos públicos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, anunciou na quinta-feira que vai editar um novo decreto para permitir que o governo pague pelo translado.
“Vou revogar esse decreto e vou fazer outro decreto para que o governo brasileiro possa custear a vinda dessa jovem. Hoje pela manhã eu falei com o pai dela”, disse Lula, durante evento em São Paulo.
“Sei que muita gente está acompanhando pela internet o sofrimento dessa moça e o sofrimento da família. Portanto, nós vamos cuidar de todos os brasileiros, esteja ele onde estiver”, completou o presidente.
Fonte/NDmais
