Segurança

Professora denuncia aluno por ameaça de morte em Mafra e reacende debate sobre segurança nas escolas.

Foto/Arquivo PM

A manhã desta quarta-feira (11) foi marcada por mais um episódio alarmante envolvendo a segurança de profissionais da educação. Por volta das 10h30, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de ameaça na rua Capitão João Bley, no bairro Vila Ivete, em Mafra. No local, uma professora de 44 anos denunciou ter sido ameaçada de morte por um aluno de apenas 14 anos, durante o período de aula. A diretora da instituição acompanhou a situação e solicitou formalmente o registro da ocorrência.

Segundo informações apuradas, o adolescente está matriculado na escola há apenas dois meses e já possui um histórico de problemas disciplinares em sua antiga unidade de ensino. No momento da chegada da guarnição policial, o estudante não se encontrava mais no local. A docente, profundamente abalada, manifestou à equipe policial o temor de que o comportamento violento possa se repetir e solicitou medidas de proteção que garantam sua integridade física e psicológica.

O caso será acompanhado pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) e pelo Conselho Tutelar, que devem avaliar a aplicação de medidas socioeducativas cabíveis ao menor, bem como a segurança da profissional ameaçada.

Este episódio levanta, mais uma vez, um questionamento que vem se tornando urgente: quem está cuidando da segurança dos professores nas salas de aula brasileiras? A banalização da violência escolar, que vai desde a intimidação verbal até casos de agressão física, acende um alerta não apenas para o sistema educacional, mas também para as autoridades de segurança e para o Judiciário.

Embora a legislação brasileira preveja mecanismos de proteção e responsabilização em casos como este — ainda que envolvendo menores de idade —, o episódio evidencia a fragilidade de um sistema que, por vezes, parece não oferecer o respaldo necessário aos educadores que, em pleno exercício de sua função, encontram-se expostos a riscos inaceitáveis.

Diante da gravidade do fato, impõe-se a necessidade de uma reflexão mais ampla sobre os protocolos de segurança nas escolas, o suporte psicológico aos profissionais da educação, e as medidas preventivas que devem ser adotadas para conter a escalada da violência no ambiente escolar.

A pergunta que fica é: até quando os professores terão que se proteger sozinhos para continuar ensinando?

Por Demais FM.

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