Um local que deveria representar esporte, saúde e cidadania agora carrega o rótulo de vergonha pública: o tradicional Estádio 16 de Abril, em Itaiópolis, tem se transformado em um suposto ponto de tráfico de drogas — e o pior: supostamente com foco em crianças e adolescentes.
No último sábado, um pai descobriu que sua filha, de apenas 13 anos, havia adquirido substâncias ilícitas no local. Inconformado e em choque, ele resolveu agir por conta própria para entender o que realmente estava acontecendo naquele espaço.
Na manhã de segunda-feira, por volta das 11h30, o pai fez um “plantão” de vigilância em frente ao estádio. O que ele presenciou e fotografou é alarmante: crianças e adolescentes entrando e saindo do local com comportamento suspeito, olhando para os dois lados antes de atravessar os portões. O que se vê ali não é futebol — é supostamente, tráfico.
Segundo ele, o comércio de vapers, maconha, lança-perfume e outras substâncias ilícitas acontece ali à luz do dia, bem ao lado de uma das maiores escolas da cidade. Os jovens entram, seguem direto para um canto da arquibancada e ali, escondidos dos olhos de quem finge não ver, negociam com um vendedor que, pasmem, também supostamente, é menor de idade.
O pai da adolescente tentou abordar a situação diretamente. Quando entrou no estádio, o jovem que vendia os produtos se afastou rapidamente, mostrando que sabe exatamente o que está fazendo — e que não age sozinho.
Segundo relato da família, já foi registrado um boletim de ocorrência na Polícia Militar e acionado o Conselho Tutelar. Mas fica uma pergunta: quantos outros jovens já passaram por essa mesma situação? Quantos pais ainda vivem na ilusão de que seus filhos protegidos, ou na escola, quando não estão?
Alerta aos pais: a principal responsabilidade sobre os filhos sempre será da família. É hora de deixar de lado a ingenuidade. Saber com quem andam, o que fazem e controlar o uso do celular e os horários de entrada e saída é mais do que cuidado — é urgência.
Entramos em contato com o Conselho Tutelar, a resposta foi que há apenas uma denúncia formal, justamente a deste caso, onde jovens adquiriram as substâncias ilícitas neste local, e acabou gerando esse atendimento que segue em sigilo por se tratar de menores. Mas o Conselho Tutelar, segue orientando os pais sobre a importância de conversar e monitorar seus filhos. O órgão reconhece que o acesso a drogas está cada vez mais fácil e precoce, e que o acompanhamento familiar é essencial.
Já a Polícia Militar afirmou que irá reforçar as rondas no local e fez um apelo direto à população: somente com denúncias formais será possível abrir investigação. Portanto, denunciem.
Fica o apelo: até quando vamos fechar os olhos para uma realidade que salta aos nossos olhos? Até quando o silêncio será cúmplice da tragédia silenciosa que avança sobre crianças, adolescentes e jovens?
Este não é apenas um problema de segurança pública — é um grito por socorro de uma geração inteira. E ele ecoa de dentro de um estádio… onde o jogo mais perigoso é o da omissão.
Por Demais FM.
