Um momento de descuido. Uma decisão impensada. E três vidas foram ceifadas.
Na tarde de terça-feira, 8 de abril, um grave acidente na BR-116, em Itaiópolis, deixou marcas profundas não apenas no asfalto, mas no coração de toda uma comunidade. O laudo pericial, divulgado pela Polícia Rodoviária Federal nesta segunda-feira (14), confirma o que ja se ouvia entre populares: a tragédia foi causada por excesso de velocidade e falta de atenção do motorista de um caminhão Mercedes Axor, com placas de Santo André (SP).
O engavetamento envolveu três caminhões e quatro automóveis. Uma sequência fatal que poderia — e deveria — ter sido evitada. O condutor do caminhão, de 46 anos, saiu ileso fisicamente, mas as consequências de sua imprudência ficaram espalhadas em corpos feridos, famílias devastadas e comunidades de luto.
Entre as vítimas fatais está Alzira Ziemba, de 65 anos, carinhosamente conhecida como Dona Alzira, moradora do interior de Itaiópolis. Sua ausência já é sentida por todos que conviviam com seu jeito simples e acolhedor.
Outra vítima, Luana Alves Augustinczjtk, de apenas 24 anos, perdeu a vida ao lado do filho Pedro, um bebê de apenas 4 meses de idade. A jovem família, que viajava em um Gol com placas de Curitiba, viu seus sonhos interrompidos de forma brutal. O marido de Luana, que dirigia o carro, sobreviveu, mas em estado grave — um sobrevivente de uma tragédia que jamais esquecerá.
Outros veículos também foram atingidos. Um Fiat Uno, com três ocupantes de Monte Castelo, resultou em ferimentos graves em todos os passageiros. Já na BMW X4 de Caçador, o motorista escapou ileso, enquanto um passageiro de 72 anos teve ferimentos leves. O engavetamento ainda envolveu dois caminhões: um de placas da Argentina, cujo condutor teve lesões leves, e outro de Limeira (SP), cujo motorista nada sofreu.
Essas são as estatísticas que ilustram uma realidade cruel: o trânsito ainda é palco de mortes evitáveis. Não foi a chuva, não foi o destino. Foi escolhas! Escolhas de quem ignorou os limites, que deixou de cumprir seu dever de proteger — sim, proteger — quem divide a estrada consigo.
É preciso refletir. Cada vez que alguém pega o volante, carrega com ele não só a própria vida, mas a de todos ao redor. A pressa, a distração, o excesso de confiança — tudo isso pode virar tragédia em questão de segundos.
Que o luto dessas famílias não seja em vão. Que a dor transforme-se em alerta. Que cada um de nós, ao dirigir, escolha a responsabilidade. Porque nenhuma viagem vale mais do que uma vida.
