A sexta-feira (14) foi marcada por uma rebelião na Penitenciária de Canhanduba, em Itajaí, onde pelo menos cinco detentos mantiveram um agente penitenciário como refém dentro de uma cela. O motim teve início por volta das 13h10, mobilizando forças de segurança para conter a situação.
Atuação das forças de segurança
Equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Polícia Penal e da Polícia Militar foram acionadas e atuam na negociação para libertar o agente refém. A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) informou que um procedimento interno será realizado para apurar as circunstâncias do ocorrido.
Histórico de rebeliões
Além do motim desta sexta-feira (14), o caso mais recente é de 2019, onde também cinco detentos mantiveram três agentes como reféns.
Na época, o Deap (Departamento de Administração Prisional), informou que o tumulto iniciou no horário de visita da penitenciária e os detentos utilizaram pedaços de pisos quebrados, um extintor de incêndio e barras de ferro para render os agentes e impedir a saída deles de uma cela. A rebelião durou cerca de 5h.
Em 2016, um agente terceirizado foi rendido e feito refém por 15 presos, durante 30 minutos. Os detentos eram do “seguro”, ala onde ficam estupradores e jurados de morte.
O que motivou o motim
O motim no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí, conhecido como Canhanduba, tem o objetivo de pressionar o Estado a transferir os presos a suas comarcas de origem, segundo informou advogado Luís Veiga, representante da OAB de Balneário Camboriú.
