Política

Carlinhos Schiessl: Prefeito de Bela Vista do Toldo ganhou os “holofotes” após tentar intervir no trabalho da polícia.

Foto: Divulgação redes sociais.

O nome de Carlinhos Schiessl (MDB), prefeito de Bela Vista do Toldo, ganhou destaque nas redes sociais apos um video viralizar mostrando o momento em que ele ameaça um policial militar durante uma abordagem de transito. O episódio gerou uma forte repercussão politica e institucional no municipio e em nivel estadual.

O incidente ocorreu durante uma abordagem policial a um condutor que, segundo a PM, não utilizava cinto de segurança, apresentava sinais de embriaguez e dirigia um veiculo com licenciamento vencido. Ao ser questionado pelo policial, o motorista respondeu ser afilhado do prefeito, que logo chegou ao local e passou a discutir com o agente, tentando impedir o reboque do carro.

No video, Schiessl aparece exaltado, acusando o policial de “querer guerra” e afirmando que ele, como prefeito, “manda na cidade”. O prefeito também teria prometido retirar o policial de Bela Vista do Toldo. A postura do gestor municipal gerou reações imediatas de entidades ligadas a segurança pública.

A Policia Militar de Santa Catarina e a Associação de Praças do Estado (Aprasc) sairam em defesa do policial, condenando a atitude do prefeito. O delegado Darci Nadal, da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Canoinhas, confirmou que o policial agiu corretamente, pois a legislação determina a remoção de veiculos com licenciamento vencido.

A Policia Civil solicitará ao Tribunal de Justica (TJ) autorização para instaurar um inquerito contra o prefeito, devido ao foro privilegiado. Entre os possíveis crimes investigados estão ameaça, abuso de autoridade e concussão.

O episódio foi amplamente debatido na sessão da Câmara de Vereadores de Bela Vista do Toldo. O vereador Gilvane Machado (Progressistas) criticou a postura do prefeito, ressaltando que Schiessl envergonhou o municipio em nivel nacional. Ele anunciou a intenção de abrir uma Comissao Parlamentar de Inquerito (CPI) e busca apoio para viabilizar a investigação.

Outros vereadores também se manifestaram, incluindo Anselmo Woidella (Podemos) e Fabio Cariolatto (Republicanos), que repúdiaram a atitude do prefeito e destacaram o impacto negativo para a imagem da cidade. Contudo, apesar da oposição aparentemente reunir assinaturas suficientes para abrir a comissão processante, ainda não há quórum para que um parecer contrário a Schiessl seja aprovado.

Em meio a crise politica, a servidora pública Gorete Lauriano públicou um video em suas redes sociais denúnciando ameaças por parte do prefeito. Segundo ela, Schiessl a convocou para uma reunião após criticar, em suas redes sociais, gastos elevados do gabinete, incluindo a compra de um celular de mais de R$ 4 mil e grandes quantidades de café.

Durante a reunião, que contou com assessores jurídicos e o secretario de Educação, o prefeito teria dito: “Eu te mando embora, nós vamos resolver hoje a sua situação aqui”. Gorete afirma ter denunciado o caso ao Ministerio Público de Santa Catarina (MPSC), alegando assédio moral e perseguição politica.

A assessoria do prefeito, procurada pela imprensa local, não retorna as mensagens, mas conversou com o jornalista Claytos Ramos, do SCC 10.

Segundo o jornalista, a assessoria informou que “há muito tempo tem se feito uma operação ostensiva na parte do trânsito, onde o povo vinha sofrendo com as ocorrências”. A assessoria alegou que, por ser uma cidade do interior, nem sempre a sinalização está perfeita, e que o prefeito, ao assumir a gestão, queria ajudar a polícia, mas em contrapartida, pedia que houvesse uma “segurada” no policiamento de trânsito.

Ainda de acordo com a assessoria, o prefeito tentou conversar com o policial porque havia família dentro do carro, incluindo crianças, e ele não queria que ficassem no sol, já que era um dia muito quente. A assessoria admitiu que o prefeito “subiu um pouco o tom ali, mas todo mundo é humano nessa parte”.

A versão da assessoria foi contestada pela Polícia Militar, que afirmou, com base no vídeo, que o condutor estava sozinho no momento da abordagem. Além do que, ele estava sendo autuado porque o veículo tinha multas vencidas há mais de um ano e meio e o motorista apresentava sinais de embriaguez. Nenhuma das infrações era relacionada a sinalização do trânsito na cidade.

Após anunciar que falaria sobre o caso na sessão da Câmara, Schiessl desistiu de se pronúnciar. A imprensa tentou contato com o prefeito, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.

O caso segue e pode gerar impactos significativos na administração municipal.

Por Demais FM.

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