Em fevereiro de 2025, os consumidores brasileiros enfrentarão um aumento no preço da gasolina, impulsionado por dois fatores principais: a valorização do dólar e o reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos combustíveis.
A recente valorização do dólar frente ao real e a recuperação das cotações internacionais do petróleo têm pressionado os preços dos combustíveis no Brasil. A gasolina e o diesel iniciaram o ano com defasagens significativas, refletindo os custos crescentes das importações e o preço de venda das refinarias privadas.
Além disso, a partir de fevereiro, o ICMS sobre a gasolina e o etanol será reajustado em R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47. No caso do diesel e do biodiesel, o aumento será de R$ 0,06, indo de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro. Esses ajustes refletem a alta dos preços praticados nas bombas entre fevereiro e setembro de 2024, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Combinados, esses fatores resultarão em um aumento no preço da gasolina nas bombas, afetando diretamente o bolso dos consumidores. A gasolina é o componente com maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e qualquer aumento tem potencial para pressionar a inflação.
Embora a Petrobras tenha indicado que aguardará para definir reajustes, os preços nas bombas já refletem os custos crescentes das importações e o preço de venda das refinarias privadas. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a empresa monitorará o comportamento do mercado antes de tomar decisões.
Os consumidores devem se preparar para um cenário de preços mais elevados nos combustíveis, com impactos diretos no custo de vida e na inflação.
Por G1 / Demais FM.
