Diante de um cenário de declínio nas últimas eleições, o PSDB iniciou negociações para uma possível fusão com o PSD, partido presidido por Gilberto Kassab, que se destacou nas eleições municipais ao conquistar 887 prefeituras. O presidente do PSDB paulista, Paulo Serra, se reuniu recentemente com Kassab para discutir alternativas que possam garantir a sobrevivência do legado tucano, que já ocupou a presidência com Fernando Henrique Cardoso. No entanto, as conversas podem ser dificultadas pela posição do PSD dentro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, onde ocupa três ministérios e busca mais pastas na próxima reforma ministerial.
Além disso, o governo está tentando ampliar a participação dos partidos da base para evitar que esses partidos lancem candidaturas próprias em 2026. O PSD, o MDB e o União Brasil estão entre os alvos dessa articulação. O partido também é o alinhado ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que pretende concorrer ao governo de Minas Gerais com apoio de Lula.
Internamente, o PSDB se vê dividido sobre seu futuro. Há quem defenda a fusão com o PSD, enquanto outros preferem manter a autonomia. O declínio do partido se tornou claro após a saída de importantes nomes, como Geraldo Alckmin e Aloysio Nunes, e a ausência de uma candidatura presidencial própria em 2022, considerado um erro estratégico. A crise também se refletiu em colégios eleitorais importantes, como São Paulo e Belo Horizonte, onde o partido não conseguiu eleger vereadores.
Para recuperar sua relevância, o PSDB aposta no lançamento do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como candidato à presidência em 2026. Contudo, a possível filiação de Raquel Lyra ao PSD pode enfraquecer ainda mais o partido. Ela mesma reconheceu que o PSDB tem perdido espaço para os partidos do centrão, como o PSD, o PL e o União Brasil, e acredita que o partido precisa se “reencontrar” com sua vocação original.
Demais News, com informações Gazeta do Povo
