Segurança

Dono do carro que explodiu em Brasília é de Rio do Sul

Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Um carro carregado de artefatos explosivos, registrado em Santa Catarina, foi encontrado pela Polícia Militar na Praça dos Três Poderes, em Brasília, nesta quarta-feira. O veículo, que teria sido utilizado em uma tentativa de ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF), pertence a Francisco Wanderley Luiz, que candidato a vereador pelo Partido Liberal (PL) em 2020. Francisco também era chaveiro e havia feito ameaças nas redes sociais, antecipando um ataque com explosivos à sede do STF.

Em uma publicação no Facebook, ele havia desafiado a Polícia Federal a encontrar a suposta bomba: “Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas… O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!!!” A mensagem continha ainda ameaças direcionadas a personalidades como William Bonner, José Sarney, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso.

Segundo informações da PM do Distrito Federal, o veículo foi parcialmente destruído por um incêndio que foi controlado por seguranças no local. Testemunhas relatam que um homem foi visto saindo do carro em chamas e correndo em direção ao STF. Mais tarde, foi encontrado um corpo próximo ao prédio do STF, e a suspeita é que se trate do mesmo homem envolvido na tentativa de ataque com o carro.

O que se sabe até o momento:

  • Um homem morreu após uma explosão na Praça dos Três Poderes, que fica entre o STF, o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, edifício de trabalho da Presidência da República. Até a última atualização desta reportagem, o corpo não havia sido retirado do local.
  • Um carro explodiu no estacionamento que fica entre o STF e o Anexo IV da Câmara dos deputados. No porta-malas do veículo, havia fogos de artifício e tijolos.
  • O esquadrão antibombas foi ao local para fazer uma varredura e verificar a existência de mais explosivos nos arredores, inclusive em veículos e no corpo do homem que morreu.
  • No momento do incidente, estavam ocorrendo sessões de plenário na Câmara (suspensa após a confirmação da morte) e no Senado (mantida até as 21h, pelo menos).
  • A sessão do STF já tinha terminado, e ministros e servidores foram retirados em segurança.
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estava mais no Planalto – e não houve ordem para evacuar o prédio.

No momento do ocorrido, a funcionária do Tribunal de Contas da União (TCU) Layana Costa estava em um ponto de ônibus em frente ao STF. Segundo ela, um homem passou, segurando uma sacola, e acenou com “um joinha”. A mulher afirma que, em seguida, ouviu a primeira explosão e, ao olhar para trás, viu que o homem jogou algo perto da estátua da Justiça e logo caiu.

 

Por: Demais FM – Com informações do G1 e SCTD

Imagem: Reprodução/Portal G1
Imagem: Reprodução/Portal G1
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