O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Santa Catarina (Sindsaúde) está organizando um ato em defesa da gestão pública do Hospital Doutor Waldomiro Colautti (HDWC), em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí. A manifestação ocorrerá nesta terça-feira (12), às 14h, em frente à unidade hospitalar, e visa protestar contra os planos de privatização do hospital pelo Governo do Estado de Santa Catarina.
O movimento tem como principal objetivo pressionar a administração estadual a manter o hospital sob gestão pública, sem que seja transferido para a iniciativa privada. Segundo o Sindsaúde, o Hospital Waldomiro Colautti, que atende mais de 25 municípios da região, pode ser um dos primeiros a ter sua gestão entregue à iniciativa privada como parte da agenda de privatizações promovida pela atual gestão do governador Jorginho Mello.
“A saúde não está à venda! A privatização dos serviços públicos é um risco para a qualidade do atendimento e para a população catarinense. O Hospital Waldomiro Colautti é um exemplo claro de unidade essencial para a saúde pública no Alto Vale do Itajaí. Estamos mobilizados para garantir que ele continue funcionando 100% pelo SUS”, destacou a nota do Sindsaúde.
Histórico de Resistência e Importância Regional do Hospital
Segundo informações do sindicato a luta contra a privatização do HDWC não é nova. Em 2015, os trabalhadores da saúde, organizados em mobilizações, conseguiram evitar que o hospital fosse privatizado, garantindo que a unidade continuasse a operar integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta de entrega da gestão à iniciativa privada, porém, voltou à pauta do governo estadual, gerando grande preocupação entre os trabalhadores e a comunidade.
O hospital, que há 38 anos presta atendimento direto a dezenas de municípios, é considerado vital para a região, oferecendo cuidados médicos essenciais e ajudando a impulsionar a economia local, com a geração de empregos e o apoio a outros comércios da área.
O evento visa fortalecer a mobilização contra a privatização e garantir que a saúde pública continue sendo um direito para todos e não uma mercadoria.
Por Demais FM
