O Flamengo avançou mais uma etapa rumo à aquisição do terreno do Gasômetro, onde planeja construir seu estádio até o final de 2029. Na última sexta-feira, o clube foi informado do resultado da perícia solicitada pela Justiça, que avaliou o valor do terreno em R$ 138.195.000,00. O Flamengo então pagou a diferença, após a avaliação de que o preço dos 86.592,30 m² é de R$ 176 milhões.
No entanto, 17% desse valor refere-se ao domínio direto. Como o Flamengo adquiriu apenas o domínio útil (83%), o valor para indenização ao Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha foi fixado em R$ 146.080.000,00. Assim, o clube depositou a diferença de R$ 7.885.000,00, conforme relatado pelo site “Mundo Rubro Negro”.
Apesar do pagamento, o clube ainda não pode tomar posse do terreno. A 8ª Vara de Fazenda Pública da Comarca da Capital homologou a venda, mas transferiu a competência para a Justiça Federal, onde a Caixa Econômica Federal, administradora do fundo, e a União Federal questionam a legalidade do leilão.
O clima nos corredores da Gávea permanece otimista, pois a Justiça Federal já garantiu a realização do leilão e derrubou a liminar que havia suspenso o processo no final de julho. O Flamengo espera que um acordo possa acelerar o processo e que a Caixa compreenda que a valorização da região beneficiará a entidade com o potencial construtivo dos terrenos adjacentes. O clube também acredita que contará com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Adicionalmente, o Flamengo pode vir a obter um desconto futuro no valor da compra devido ao custo de descontaminação do terreno. O Gasômetro, que operou por quase um século fornecendo gás, poluiu o solo, e o clube estima que a descontaminação custará cerca de R$ 20 milhões. O Flamengo planeja buscar uma compensação judicial futura para abater esse custo do valor total da compra, em um processo similar ao que a Prefeitura está tentando com a área do Terminal Gentileza.
Fonte: globoesporte.com
