A partir das 22 horas de quarta-feira (8), trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado após rejeitarem a proposta da empresa. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios, a proposta inclui um reajuste salarial apenas para 2025 e não oferece uma solução definitiva para o plano de saúde.
Em resposta, os Correios afirmaram que as operações estão normais em todo o Brasil, com agências abertas e serviços disponíveis. A empresa adotou medidas para mitigar os impactos da greve, como remanejamento de funcionários e horas extras.
Os trabalhadores haviam apresentado uma campanha em maio com quatro eixos principais: questões econômicas, benefícios, plano de saúde e disposições gerais. A proposta da empresa incluía um aumento salarial de 6,05% a partir de janeiro de 2025, aumento de benefícios em agosto de 2024, e um acréscimo temporário no vale alimentação/refeição.
Contudo, as questões relacionadas ao plano de saúde permanecem pendentes. A proposta da empresa não abordou adequadamente a redução na coparticipação do plano de saúde e a mudança na base de cálculo da contribuição dos empregados.
A Findect representa cinco sindicatos, e outros cinco sindicatos filiados à Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentect) também aderiram à greve. Alguns sindicatos, como o Sintect-DF, mantêm um “estado de greve” e aguardam avanços nas negociações antes de decidir pela paralisação total.
Informações: Agência Brasil / Demais FM
