No último sábado (3), o corpo de Alexandra Kerschner Pinto, vítima de feminicídio, foi encontrado em Chapecó com um tiro na cabeça, a cerca de 100 metros de uma cova que ela mesma ajudou a cavar. O principal suspeito é o atual companheiro da vítima, um homem de 30 anos, que alegou que a cova seria destinada ao ex-marido de Alexandra.
O delegado Éder Motta, responsável pela investigação, relatou que o suspeito inicialmente afirmou que a cova seria para o ex-marido de Alexandra, mas não forneceu mais detalhes sobre o que ocorreu no local. Durante o interrogatório, o homem permaneceu em silêncio e não explicou as circunstâncias do crime.
A situação se complicou quando o suspeito alterou sua versão dos fatos, alegando que a cova havia sido cavada no dia anterior em conjunto com o ex-marido de Alexandra, que supostamente estava ameaçando a filha da vítima há três dias. No entanto, o ex-marido foi encontrado no trabalho e negou as acusações, afirmando que estava em serviço no momento dos eventos. A filha da vítima também negou ter sido sequestrada.
A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas para investigar o caso. A perícia confirmou uma perfuração de bala na cabeça de Alexandra e munições de calibre 22 foram encontradas no bolso de seu casaco. Ambos os homens envolvidos foram levados à delegacia para mais investigações.
A motivação do crime e o contexto completo ainda estão sob apuração, e a polícia continua trabalhando para esclarecer os detalhes do caso.
D+News com informações do portal SCC10
