A Amazônia brasileira registrou 13.489 focos de incêndio no primeiro semestre de 2024, o maior número em 20 anos e um aumento de 61% em comparação com o ano passado. Este é o pior resultado desde 2004, quando foram contabilizados 17.340 focos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O Pantanal também enfrentou níveis recordes de incêndios, com 3.538 focos identificados desde o início do ano, um aumento de 2.018% em relação ao mesmo período do ano passado. O Cerrado não ficou atrás, registrando 13.229 focos, superando o recorde anterior de 2007.
Impactos e Medidas
A situação se agrava devido a uma seca excepcional que afetou a região. Especialistas, como Rômulo Batista do Greenpeace Brasil, apontam que as mudanças climáticas e a ação humana, principalmente para a expansão agrícola, são as principais causas dos incêndios.
Apesar do aumento dos incêndios, o desmatamento na Amazônia teve uma redução de 42% no mesmo período, de acordo com o INPE. Desde janeiro, foram desmatados 1.525 km², comparado a 2.649 km² no primeiro semestre de 2023.
Ações Governamentais
O governo de Mato Grosso, onde grande parte do Pantanal está localizada, declarou estado de emergência e anunciou o envio de reforços de bombeiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu acabar com o desmatamento ilegal até 2030, um desafio intensificado pelos recentes incêndios.
Os recordes de incêndios na Amazônia, Pantanal e Cerrado destacam a urgente necessidade de ações coordenadas para combater o desmatamento e as mudanças climáticas, preservando esses biomas vitais para o equilíbrio ambiental global.
*Com informações de O Globo
