A tão aguardada Feira de Produtos Coloniais e Artesanatos de Itaiópolis, prevista para acontecer em 6 de julho, foi cancelada. O anúncio foi feito por Osvaldir Henning, presidente da Associação Itaiopolense de Turismo (AITUR). A decisão veio em meio a uma série de exigências burocráticas e regulamentares que os feirantes precisam cumprir para garantir a realização do evento.
Henning explicou que, para a feira ocorrer, cada feirante precisa pagar uma taxa de R$ 75,00 à prefeitura municipal de Itaiópolis. Essa informação foi confirmada por Diovani Pickicius Strobel, Secretário de Indústria, Comércio, Cultura e Turismo de Itaiópolis, que salientou a importância da feira para movimentar e valorizar a agricultura familiar, artesanato e cultura local e estudará uma forma de flexibilizar a forma de pagamento da taxa que é prevista em lei.
Além disso, a Vigilância Sanitária local estipulou que diversos produtos não podem ser comercializados sem a devida autorização. Produtos de origem animal, por exemplo, necessitam de conformidade com as normas do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Até mesmo massas tradicionais, como cucas e broas, exigem autorização específica da Vigilância Sanitária. Cada feirante precisa solicitar essa autorização diretamente na vigilância.
Para vender produtos como broas, os feirantes precisam possuir um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) ou ser Microempreendedores Individuais (MEI). A exigência visa garantir a rastreabilidade dos produtos, caso necessário, e assegurar que a fabricação ocorra em ambientes adequados. Os locais de preparo devem ser cozinhas separadas, com padrões rigorosos de limpeza e instalações.
Os fabricantes também devem passar por exames médicos para garantir que não possuem doenças, incluindo doenças de pele, que possam comprometer a segurança dos alimentos. Tais medidas são vistas como essenciais para proteger a saúde pública, mas representam um desafio significativo para os pequenos produtores.
Diante dessas exigências complexas, a AITUR decidiu cancelar a feira. Henning expressou frustração com a situação, destacando que a burocracia imposta pelos órgãos públicos tornou inviável a realização do evento nas condições atuais.
No entanto, a associação não desistiu completamente. Há um projeto de construção de um espaço por parte da Secretaria da Agricultura em andamento que visa atender às normas exigidas. Esse projeto, quando concluído, permitirá que os feirantes possam comercializar seus produtos na feira, cumprindo todas as exigências regulamentares impostas.
A feira de produtos coloniais e artesanatos é um evento importante para a comunidade de Itaiópolis, promovendo a cultura local e proporcionando uma fonte de renda para muitos feirantes. A AITUR, juntamente com os feirantes e as autoridades locais, está comprometida em encontrar soluções para superar os desafios burocráticos atuais que travam o processo.
Henning enfatizou a importância da colaboração entre os diversos atores envolvidos para garantir que a feira possa retornar, proporcionando um espaço seguro e regulamentado para a comercialização de produtos locais.
A comunidade de Itaiópolis aguarda ansiosamente por atualizações e permanece esperançosa de que, com as devidas adequações e ajustes de todas as partes, a feira poderá ser realizada no futuro próximo, fortalecendo a economia local e celebrando as tradições culturais da região.
Por Demais FM.
